Um sentimento, tal como um oceano de amargura. A decepção não tem dó, não se dá ao trabalho de lhe avisar que você está prestes a se afogar num mar de rosas murchas cuja água tem sabor amargo e árduo. Ela simplesmente o afoga.
Oh, decepção, estás presente em todos, todos alguma vez já se afogaram em ti ou procaram o afogamento de outro. Pra que existes Decepção? Pra que? Qual tua função?
Você nos provoca uma dor tão amarga, nos faz sentir que estamos num mundo preto e branco, mas o tempo nos tira essa película dos olhos, e vemos que as cores sempre estiveram ali, nós que não sabíamos vê-las... Por que a decepção nos tapa os olhos para as cores, para as alegrias que nos restam...
Mas pra que existes decepção? Talvez pra nos mostrar o quão bom é ver que estávamos enganados, e poder ver cada cor mais atenciosamente depois de nos tirarem nossa película preta e branca, talvez para nos ensinar a dar mais valor àquelas alegrias que nunca nos afundaram na escuridão, dar mais valor aos outros, àqueles que sempre estiveram do nosso lado enxugando as lágrimas da decepção. Sorria, pois as cores e alegrias estão bem na sua frente.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Tua presença
O que me dizem eu não ouço mais, onde estou já esqueci, minhas pernas não querem mais me suportar, meus olhos vagueiam a sua procura, na minha frente nem sei mais o que há, meus olhos estão longe a vasculhar, sua imagem guardada nas minhas doces e dolorosas lembranças, meus olhos te procuram por entre vários outros seres, pra mim, insignificantes.
Por que quando há sua presença, eu só sei me concentrar em ti, em busca de ver ao menos um sorriso pra mim, por mais longe que for; um sinal seu me transforma, meu sorriso transborda, sem minha percepção, nem minha permissão.
Se vens dialogar comigo, meu bem, o sorriso não se desfaz, mas eu não olho nos seus olhos, não. Se desvio seu olhar é por que não quero que vejas a dor minha, é por que não quero ver a temida verdade em seus olhos, é por que não quero sentir a realidade apertar o peito.
É pra baixo que olho, é pra baixo que olho, acompanhando sua sombra, apenas.
Se nos teus olhos, meu amor, eu não olho, é pra não veres que te amo demasiadamente, inconsequentemente...
ps: Dedicado àquele que um sorriso em meu rosto pinta,
Áquele que, sem conhecimento, dá-me cor
Áquele que nos olhos eu não me atrevo a olhar,
medo de suspirar,
medo do que virá após suspiros: dor.
Por que quando há sua presença, eu só sei me concentrar em ti, em busca de ver ao menos um sorriso pra mim, por mais longe que for; um sinal seu me transforma, meu sorriso transborda, sem minha percepção, nem minha permissão.
Se vens dialogar comigo, meu bem, o sorriso não se desfaz, mas eu não olho nos seus olhos, não. Se desvio seu olhar é por que não quero que vejas a dor minha, é por que não quero ver a temida verdade em seus olhos, é por que não quero sentir a realidade apertar o peito.
É pra baixo que olho, é pra baixo que olho, acompanhando sua sombra, apenas.
Se nos teus olhos, meu amor, eu não olho, é pra não veres que te amo demasiadamente, inconsequentemente...
ps: Dedicado àquele que um sorriso em meu rosto pinta,
Áquele que, sem conhecimento, dá-me cor
Áquele que nos olhos eu não me atrevo a olhar,
medo de suspirar,
medo do que virá após suspiros: dor.
domingo, 26 de abril de 2009
Suportar e continuar.
Sinto algo dentro de mim matando-me, destruindo-me. Talvez seja por que eu sei que sou só mais uma no mundo dele, ou talvez por que no fundo tenho consciência de que nada tem sentido, nem futuro, mas seja lá o que for o motivo de minha dor, sei que não quero curá-la, me destrói, me enfraquece, mas me proponho a continuar a seguir sabendo que cada vez mais estarei debilitada.
Me sinto andando sobre o caule de uma rosa, suportando os espinhos para que eu consiga encontrar a bela flor no final do caminho, mas enquanto sinto os espinhos perfurando-me, no meu doloroso caminho há muitas incertezas e medos, a cada novo espinho que me dói eu me pergunto se vou conseguir chegar à rosa, me pergunto se ao chegar ao final encontrarei a rosa já seca e sem pétalas, me pergunto se terei que voltar pelo caminho de espinhos sem uma única pétala nas mãos. E ao me questionar sem respostas, só me resta a suportar a imensa dor. São tantas flores ao meu redor, mas eu escolhi justamente a que tem espinhos, pensando que a beleza da flor, a tamanha beleza da rosa fosse compensar cada dor que os espinhos me provocara. Ao colocar o primeiro pé no caule da flor eu tinha consciência de que o caminho seria de espinhos, mas mesmo assim coloquei o outro pé e só me resta continuar...
Talvez sejam poucas as dores que me restam, talvez não, talvez a flor seja mais linda do que eu imagino, talvez seja tarde demais e ela já esteja morta. No final só me restará a minha flor mais desejada ou apenas as marcas dos espinhos na sola de meus pés, só me resta seguir, espero ainda ter pés ao chegar ao final do caule, espero existir a rosa, espero ao menos uma pétala em minhas mãos, espero ao menos uma poarte dele, um acontecimento capaz de me convencer de que dada dor que eu suportei, cada espinho valeu a pena...
ps: a bela melancolia da minha doce e árdua poaixão, haha.
Me sinto andando sobre o caule de uma rosa, suportando os espinhos para que eu consiga encontrar a bela flor no final do caminho, mas enquanto sinto os espinhos perfurando-me, no meu doloroso caminho há muitas incertezas e medos, a cada novo espinho que me dói eu me pergunto se vou conseguir chegar à rosa, me pergunto se ao chegar ao final encontrarei a rosa já seca e sem pétalas, me pergunto se terei que voltar pelo caminho de espinhos sem uma única pétala nas mãos. E ao me questionar sem respostas, só me resta a suportar a imensa dor. São tantas flores ao meu redor, mas eu escolhi justamente a que tem espinhos, pensando que a beleza da flor, a tamanha beleza da rosa fosse compensar cada dor que os espinhos me provocara. Ao colocar o primeiro pé no caule da flor eu tinha consciência de que o caminho seria de espinhos, mas mesmo assim coloquei o outro pé e só me resta continuar...
Talvez sejam poucas as dores que me restam, talvez não, talvez a flor seja mais linda do que eu imagino, talvez seja tarde demais e ela já esteja morta. No final só me restará a minha flor mais desejada ou apenas as marcas dos espinhos na sola de meus pés, só me resta seguir, espero ainda ter pés ao chegar ao final do caule, espero existir a rosa, espero ao menos uma pétala em minhas mãos, espero ao menos uma poarte dele, um acontecimento capaz de me convencer de que dada dor que eu suportei, cada espinho valeu a pena...
ps: a bela melancolia da minha doce e árdua poaixão, haha.
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