O que me dizem eu não ouço mais, onde estou já esqueci, minhas pernas não querem mais me suportar, meus olhos vagueiam a sua procura, na minha frente nem sei mais o que há, meus olhos estão longe a vasculhar, sua imagem guardada nas minhas doces e dolorosas lembranças, meus olhos te procuram por entre vários outros seres, pra mim, insignificantes.
Por que quando há sua presença, eu só sei me concentrar em ti, em busca de ver ao menos um sorriso pra mim, por mais longe que for; um sinal seu me transforma, meu sorriso transborda, sem minha percepção, nem minha permissão.
Se vens dialogar comigo, meu bem, o sorriso não se desfaz, mas eu não olho nos seus olhos, não. Se desvio seu olhar é por que não quero que vejas a dor minha, é por que não quero ver a temida verdade em seus olhos, é por que não quero sentir a realidade apertar o peito.
É pra baixo que olho, é pra baixo que olho, acompanhando sua sombra, apenas.
Se nos teus olhos, meu amor, eu não olho, é pra não veres que te amo demasiadamente, inconsequentemente...
ps: Dedicado àquele que um sorriso em meu rosto pinta,
Áquele que, sem conhecimento, dá-me cor
Áquele que nos olhos eu não me atrevo a olhar,
medo de suspirar,
medo do que virá após suspiros: dor.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
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