quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Será nostalgia?


Um dia você vê um bebê, que pode ser seu irmão ou primo, sobrinho ou até mesmo filho e por um momento você se encherga ali, e fica até difícil acreditar que um dia você foi daquele tamanho, um dia você também gaguejou nas primeiras palavras, um dia você também caiu nos primeiros passos, sentiu medo e implorou pelo colo da mãe, e mesmo que hoje sua cabeça esteja lotada de planos e preocupações, um dia a única coisa que você conseguia pensar era naquele dia que conheceu papai noel, ou como eu sonhava em conhecer o peter pan.

Até chegar um momento em que tudo isso pareceu ser a maior bobagem, e que as bonecas e carrinhos foram trocados por paixões, e quantas vezes você se enchergou em um adolescente comum, nervoso, indo ao primeiro encontro? Por que simplesmente um dia já sentiu o que ele sentiu, na sua hora.. ?

Quantas vezes você reencontrou com aquela melhor amiga de infância, que sabia de todos os seus segredos, que você dizia que era pra sempre e sentiu um aperto por não ter sido.. ?

Quantas vezes o tempo bateu à sua porta e foi levando elementos, pessoas, sentimentos, e trazendo novos na constante mudança que é a vida?

E é aí que você percebe que já viveu tanta coisa, tanta coisa que queria viver de novo, a nostalgia chega na janela e a chama para uma viagem no tempo, e você se flagra feito boba, sorrindo pro nada, sentindo uma imensa vontade de voltar a infância, juventude, e descobre que aquele sonho de não crescer feito peter pan ainda existe, enterrado lá no fundo do peito, que o pra sempre seu e da sua amiga apesar de não cumprido, foi vivido, e foi válido, pois se tornram eternas uma pra pra outra, e descobre que a vida é só uma, e que não se deve deixar de viver um só momento... e na terra do nunca todos nós seremos esquecidos, junto aos nossos amigos e amores do decorrer de nossas vidas, e junto a tudo, teremos a certeza de ter sido feliz...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Para sentir e dizer, e não só dizer.

Eu imagino qual a origem das palavras, quem as criou, e imagino o trabalho que esse alguém deve ter tido ao querer definir o que sente, ao construir com palavras aquilo que o faz suspirar, chorar, sorrir e tantas outras sensações. Acredito que que esse indivíduo cometeu um grande erro ao decidir chamar aquele sentimento de "amor", ao criar o "eu te amo".
Tão fácil, qualquer um consegue abrir a boca e dizer " eu te amo ". Fácil a ponto de ser dito, porém não sentido. Quanta gente diz "eu te amo" para alguém que conheceu ontem? Quantas vezes ouvimos "eu te amo" de alguém que nem nos conhece direito? Quantas vezes fomos enganados e iludidos por essa frase sem fundo e sem sentido? O "eu te amo" sem sentimento vale o que? É só um vazio, palavras... "Eu te amo" com sentimento são simples letras que trazem e rpresentam o amor real. Penso que esta frase devia ser outra mais difícil, tão difícil a ponto de apenas os verdadeiros amantes pudessem dizê-la e entendê-la. Que só pudesse ser dita quando real for o amor. Contudo, enquanto não encontro esta nova expressão, valorizo mais um silêncio gestual onde se pode encontrar amor à simples palavras, comuns palavras, apenas palavras. Não dê seu "te amo" para qualquer um por aí, não o faça banal, o dê o devido valor, preserve-o, guarde-o, e só o diga quando verdadeiro.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Limitado

Palavra de sete letras que compreende um mundo de sentimentos e crenças. Faz-me levantar ao amanhecer, me faz querer ver o sol raiar, me faz sentir feliz. Existem palavras tão maiores na grafia, porém tão menores no significado. Porque não tem mil letras? Talvez até tenha tido um dia, mas foi se simplificando para chegar à palavra que se diz no cotidiano de cada um. Palavra dita por muitas vezes em vão, palavra omitida quando muitas das vezes é necessária.
Afinal, é mesmo uma palavra? Seria isso um sentimento? Impossível. Raiva é sentimento, sabemos quando a sentimos. Alegria, euforia, tristeza... Todas com suas limitadas definições. Enquanto que essa é fácil de falar, complexo de sentir, impossível de definir.
Alguém me desenha o formato desta coisa? Alguém pode me dar uma fórmula matemática até que eu chegue a ela? Alguém pode me explicar?
O Alguém me desenhou um sorriso no rosto. O Alguém chegou a um conjunto vazio. O Alguém me disse pra fechar os olhos.
O Alguém me disse: “tecida nó a nó por um laço invisível, o qual é denominado erroneamente de amizade, enquanto que seu verdadeiro nome é amor”
E então eu me perguntei sobre as sete letras, e percebi o quão errada eu estava ao tentar rotular o que eu sinto.
Amizade é sinônimo de amor, amor é sinônimo de felicidade, felicidade é sinônimo de sorrir, sorrir é sinônimo de alegria, alegria é sinônimo de ter fé, ter fé é sinônimo de acreditar, acreditar é sinônimo de confiança, confiança é sinônimo de amigo, amigo é sinônimo de amizade, que é sinônimo de amor.
Vou desistir de explicar e me limitar a sentir. Mas se um dia eu voltar a esse desafio, no passo em que estou, vou chegar até as mil letras.


Escrito por uma possível joaninha que tenha cruzado o seu caminho.
Uma nota de rodapé: a joaninha limita-se a sentir.


ps: existe uma rosa, não é a mais bela nem a que contém mais aroma, que ama muito esta joaninha. E esse amor é o mais belo, com sete letras.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ame, faça outros felizes sem esperar algo deles também, seja feliz contagie os outos com essa felicidade. E toda vez que achar que o seu mundo está preto e branco,olhe melhor, a vida é mais colorida do que pensamos, há cores que nimguém conseguiu enchergar ainda.

Sorria, pinte sorrisos em vários rostos, dance, pule, cante, grite, esqueça os problemas e vá andar por aí, vá senti ar fresco, vá voltar a ser criança, brinque, corra...

Ás vezes nos preocupamos com coisas desnecessárias, perdendo o tempo pensando em asneiras, se for pra ficar triste, que seja por algo realmente importante, e que não demore muito pra passar a tristeza...

Ame, não se preocupe se é correspondido, apenas ame e pronto. Deixe as portas abertas pra novos amores e amigos entrarem, mas nunca se desfaça dos que vieram antes, colha um pouco de cada amor, de cada amigo, e ao mesmo tempo, deixe um pouco de si com eles, passe um dia relembrando das coisas da vida, outro sonhando o que deseja que aconteça, nunca deixe que lhe calem, que lhe mantenham sempre no chão, vá voar, vá sonhar...

A vida é só uma, saia desse computador e vá viver, respirar outros ares, vá na casa daquele alguém, viva, e só viva, sem se preocupar em achar a felicidade, só viva e terás em ti a dita cuja.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Decepção

Um sentimento, tal como um oceano de amargura. A decepção não tem dó, não se dá ao trabalho de lhe avisar que você está prestes a se afogar num mar de rosas murchas cuja água tem sabor amargo e árduo. Ela simplesmente o afoga.

Oh, decepção, estás presente em todos, todos alguma vez já se afogaram em ti ou procaram o afogamento de outro. Pra que existes Decepção? Pra que? Qual tua função?

Você nos provoca uma dor tão amarga, nos faz sentir que estamos num mundo preto e branco, mas o tempo nos tira essa película dos olhos, e vemos que as cores sempre estiveram ali, nós que não sabíamos vê-las... Por que a decepção nos tapa os olhos para as cores, para as alegrias que nos restam...

Mas pra que existes decepção? Talvez pra nos mostrar o quão bom é ver que estávamos enganados, e poder ver cada cor mais atenciosamente depois de nos tirarem nossa película preta e branca, talvez para nos ensinar a dar mais valor àquelas alegrias que nunca nos afundaram na escuridão, dar mais valor aos outros, àqueles que sempre estiveram do nosso lado enxugando as lágrimas da decepção. Sorria, pois as cores e alegrias estão bem na sua frente.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Tua presença

O que me dizem eu não ouço mais, onde estou já esqueci, minhas pernas não querem mais me suportar, meus olhos vagueiam a sua procura, na minha frente nem sei mais o que há, meus olhos estão longe a vasculhar, sua imagem guardada nas minhas doces e dolorosas lembranças, meus olhos te procuram por entre vários outros seres, pra mim, insignificantes.

Por que quando há sua presença, eu só sei me concentrar em ti, em busca de ver ao menos um sorriso pra mim, por mais longe que for; um sinal seu me transforma, meu sorriso transborda, sem minha percepção, nem minha permissão.

Se vens dialogar comigo, meu bem, o sorriso não se desfaz, mas eu não olho nos seus olhos, não. Se desvio seu olhar é por que não quero que vejas a dor minha, é por que não quero ver a temida verdade em seus olhos, é por que não quero sentir a realidade apertar o peito.

É pra baixo que olho, é pra baixo que olho, acompanhando sua sombra, apenas.

Se nos teus olhos, meu amor, eu não olho, é pra não veres que te amo demasiadamente, inconsequentemente...

ps: Dedicado àquele que um sorriso em meu rosto pinta,
Áquele que, sem conhecimento, dá-me cor
Áquele que nos olhos eu não me atrevo a olhar,
medo de suspirar,
medo do que virá após suspiros: dor.

domingo, 26 de abril de 2009

Suportar e continuar.

Sinto algo dentro de mim matando-me, destruindo-me. Talvez seja por que eu sei que sou só mais uma no mundo dele, ou talvez por que no fundo tenho consciência de que nada tem sentido, nem futuro, mas seja lá o que for o motivo de minha dor, sei que não quero curá-la, me destrói, me enfraquece, mas me proponho a continuar a seguir sabendo que cada vez mais estarei debilitada.

Me sinto andando sobre o caule de uma rosa, suportando os espinhos para que eu consiga encontrar a bela flor no final do caminho, mas enquanto sinto os espinhos perfurando-me, no meu doloroso caminho há muitas incertezas e medos, a cada novo espinho que me dói eu me pergunto se vou conseguir chegar à rosa, me pergunto se ao chegar ao final encontrarei a rosa já seca e sem pétalas, me pergunto se terei que voltar pelo caminho de espinhos sem uma única pétala nas mãos. E ao me questionar sem respostas, só me resta a suportar a imensa dor. São tantas flores ao meu redor, mas eu escolhi justamente a que tem espinhos, pensando que a beleza da flor, a tamanha beleza da rosa fosse compensar cada dor que os espinhos me provocara. Ao colocar o primeiro pé no caule da flor eu tinha consciência de que o caminho seria de espinhos, mas mesmo assim coloquei o outro pé e só me resta continuar...

Talvez sejam poucas as dores que me restam, talvez não, talvez a flor seja mais linda do que eu imagino, talvez seja tarde demais e ela já esteja morta. No final só me restará a minha flor mais desejada ou apenas as marcas dos espinhos na sola de meus pés, só me resta seguir, espero ainda ter pés ao chegar ao final do caule, espero existir a rosa, espero ao menos uma pétala em minhas mãos, espero ao menos uma poarte dele, um acontecimento capaz de me convencer de que dada dor que eu suportei, cada espinho valeu a pena...

ps: a bela melancolia da minha doce e árdua poaixão, haha.